4.09.2011

Para muito em breve


Abriu a porta do meu coração e desapareceu no seu interior. Os meus olhos encheram-se de lágrimas à medida que seguíamos caminhos diferentes por corações desconhecidos e nos afastamos daquele nosso amor.
Eu ia repetindo mentalmente aquelas palavras finais, uma e outra vez: ficamos por aqui.
Fiquei à espera que ele me abraçasse ou até me beijasse. Mas enganei-me. Dirigiu-me um sorrisinho triste e preparou-se para sair. Não se voltou para me acenar, nem se quer para me dirigir um último olhar.
Deixou-me aqui cheia de saudades dele!

4.08.2011

Futuro incerto


Agora que embarcaste, mais uma vez, para uma nova vida, para uma vida longe de ti e dos teus, espero que leves dentro dessa tua mala uma vida inteira e que leves também um bocado de mim, dentro de ti, na tua mente ou no teu coração. Num lugar qualquer, para que não me esqueças.
Logo que aterres no coração que tanto desejas, o tal coração que te levou de mim quero que olhes para trás e tentes imaginar com ela tudo aquilo que atravessamos juntos e que me digas se serás tão feliz como, em tempos, foste comigo. Caso contrário, quero que adormeças como se eu estivesse ao teu lado e acordes a pensar que desde sempre eu estive lá para acarinhar esse coraçãozinho pequeno, confuso e frágil.
E nunca te esqueças que a memória será sempre a nossa mais-valia, a nossa arma. Será sempre o meu e o teu futuro juntos. E eu já tenho saudades de um futuro a dois, de um futuro contigo, mesmo sabendo que nunca mais irá ser conjugado. 

4.07.2011

Amor e perda



Apaixonei-me pela primeira vez e via aquele amor, por ele, tão avassalador que me chegou a  parecer ser a resposta a tudo o que eu procurava. Era tudo aquilo que eu sonhava até então: apaixonado, forte, com carisma e estar com ele fazia-me sentir um subproduto de todas essas coisas. E contudo, quanto mais eu me esforçava por consolidar-me nessa relação, mais insegura me tornava. Na altura, considerei-o o único culpado, mas olhando para trás, consigo ver que também eu tive uma certa responsabilidade. No mínimo, dá para entender que, aos olhos dele, eu me tornei menos atraente.

4.06.2011

Meu grão de areia


« Quando a amizade vence, é a justiça que prevalece. E são estes momentos de entendimento que me fazem sentir que devo estar entre as pessoas mais felizes do mundo, seja a patinar ao domingo de manhã, a passear de elefante ou de mãos dadas com um amigo na praia, como se o tempo não passasse nunca.
É como agarrares um grão de areia na palma da mão e sentires que está ali a eternidade. »


Eu por ti e tu por mim!



4.05.2011

Alma gémea




E perguntas à tua imagem, onde vês um homem mais baixo, menos belo e menos inteligente do que na realidade és se essa mulher já passou pela tua distracção ou se a divina providência ainda ta pode trazer, vestida de Primavera com os cabelos compridos e um sorriso tão sem idade como o teu. Imaginas a sua chegada como se descesse de um baloiço suspenso nas nuvens, as pernas compridas e os braços estendidos, o cheiro adocicado da pele clara, a boca a pedir atenção e o olhar a perguntar-te se a vais escolher, quando ela já te escolheu e te 
está a dar a verdadeira ilusão que és tu que mandas nas tua vida.

Ao espelho, onde vês o reflexo entre o homem que és e aquele que gostarias de ser, respiras fundo e desejas que essa mulher chegue um dia, mas não demasiado cedo para te assustar nem demasiado tarde porque entretanto pode aparecer outra e tu vais deixar-te ir, convencido que é essa e não eu a mulher da tua vida.
O que tu não sabes é que do outro lado do espelho eu te vigio, como se fosse o teu avesso e te protejo, como
se fosse o teu presente, e te desejo, como se pudesse ser o teu futuro.

Mas é ainda demasiado cedo, é ainda tempo de guardar no silêncio dos dias a vontade de te querer. É ainda de manhã e tu estás atrasado para a escola e eu estou adiantada na tua vida, por isso respiro fundo do outro lado da tua imagem e espero, sentada no baloiço, lá mesmo em cima, para que não me vejas, que um dia dês o salto para o outro lado da tua vida e sejas quem sempre sonhaste para que te vejas ao espelho como eu já te vejo, 
como tu és.

(a foto é  real , e nós somos os que estamos por baixo da tabela bonequinhos *)

4.02.2011

Aquilo que realmente amamos, é aquilo que realmente nos angustia

- Em que é que estás a pensar?
- Estou a pensar naquele dia de Dezembro... quando me foste procurar.
Ele respira sobre o meu cabelo, desta vez quase no pescoço provocando-me arrepios e eu acrescento:
- Dava tudo para ter sabido disso...
- E eu dava tudo para que o tivesses sabido. E quem me dera ter sabido que teria feito diferença.
- Podes crer que teria.
- As coisas ainda podem ser diferentes, amor.
- Não, não me chames isso... Eu sou casada Andy. - digo-lhe afastando ao de leve a sua mão da minha, ao ponto que ele a deixa cair e diz:
- Eu sei, mas...
- Mas... o quê?
- Mas eu não consigo deixar de... querer muito ficar contigo.
- Agora? Esta noite? Amanhã?
- Sim Emily! Agora, esta noite, amanhã, no dia a seguir,...
Cheiro-lhe a pele e murmuro o seu nome, sem saber se estaria a protestar ou render-me.
Ele abana a cabeça, põe o seu dedo nos meus lábios, olha-me nos olhos e sussurra:
- Eu... amo-te, Emily.
É uma declaração, mas soa mais a uma promessa e, sentindo o coração a explodir, não consigo evitar fechar os olhos e dizer-lhe o mesmo.


4.01.2011

Amável amigo



Adoro a entrada velha e gasta, com o soalho que range e o candeeiro de cobre que já não é polido há anos. Adoro o tapete oriental que exala um cheiro subtil a naftalina. Adoro até o barulhento elevador claustrofóbico, que parece sempre em vias de se avariar. Mas, sobre tudo, adoro o facto de esse espaço, ser o teu coração e ele ser a minha nova casa.
Hoje preferi subir os degraus dois a dois, imaginando o dia em que nos iremos aliar numa vida conjunta e mostrar mais tarde aos nossos filhos a casa onde a Mamã viveu e percebeu que estava realmente apaixonada pelo Papá.
É a primeira vez que adoro tudo desta maneira, desta forma. E sinto-me um quanto envergonhada e culpada pelo facto de me apaixonar com tanta facilidade. A princípio julguei que tinha adormecido e que nada passaria de um « amor passageiro ». Mas a verdade é que Ele é o oposto do meu Eu. É tranquilo, bom companheiro e com a típica mentalidade de um surfista: « vive e deixa viver ».
Já procurei na memória algum exemplo recente e bem saboroso, mas, para meu desapontamento, não me  recordo da última vez que me senti assim.
É verdade que sempre existiram passados marcantes, mas eu tento afasta-los da minha memória, pensado no quão maravilhoso seria beijá-lo uma e outra vez e dizer-lhe, olhos nos olhos, Amo-te e ouvir um E eu a ti meu amor.
Fechei os olhos e recapitulei todos esses momentos mágicos na minha memória. Foi neles que me vi de novo a sorrir e a abraçar-me a mim própria. Foi nesse instante que caí em mim e soube que chegasse quando ele chegasse me entregaria a ele completamente, sabendo que seria dele enquanto ele me quiser.
Acontece que nos meus sonhos tudo dura mais do que isso. Amo-o.

3.31.2011

Mas eu estou disposta a tentar


Eu não estava a espera de conhecer alguém que mudasse tanto a minha vida. Não estava a espera que alguém me aceitasse, tal e qual como eu sou. E sei que vai ser muito difícil retribuir-te tudo o que tens feito por mim nos últimos meses desta vida mas, mesmo assim, eu estou disposta a passar o resto da minha vida a tentar.

Amo-te grandalhão 

3.28.2011

Obrigado por me amares assim

(A primeira fotografia, meu amor grande)

Alguma vez te disse que quando falas é como se cada palavra tua percorresse todo o meu corpo ate encontrar moradia no meu coração? Alguma vez te disse que tu estás dentro de mim e já tens enormes raízes no meu coração? Tu estás dentro de mim, no meu coração. Bem guardado, com amor e carinho. E sabes uma coisa? Tu confundes-te com o que eu sou. Eu sou tua e muitas vezes chego mesmo a ser tu. E não te esqueças nunca que há em nós coragem para lutar e acima de tudo há em cada um de nós um pedaço do outro. Estas em mim. Estou em ti.

3.27.2011

Desta vez, de nada me adianta ficar

De nada me adianta lamentar o meu passado. De nada me adianta fingir que sou alguém nesta vida. De nada me adianta achar que me posso fantasiar de guerreira e lutar por ti. De nada me adianta sorrir quando a minha vontade é chorar. De nada me adianta esconder o que sinto. De nada me adianta acordar e olhar-me ao espelho sem ver o teu reflexo ao lado do meu. Enfim, nesta vida, de nada me adianta viver.
Desta vez, eu vou e não sei se volto. Por favor, não me peças para ficar. Adeus!



3.26.2011

Em ti, em mim. Como nunca.

Já não chove e fiz deste silêncio nocturno o meu ponto de partida, a minha hora de desabafo e arrependimento. De facto, não se ouve mesmo nada. Nada de nada. Apenas uma gota ou outra que desliza pelas folhas das árvores e embate no chão.
Estou perdida numa rua de um coração qualquer e não sei de mim. Sinto-me um nada completo, sinto que o nada que sou é tudo aquilo que tenho. Sinto-me instável e por vezes segura. E sei que hoje posso ser quem eu quiser e de quem eu quiser ao escolher o caminho que eu quiser seguir. Eu sei que posso.  
Hoje já não sou o que era, nem sei de mim. Hoje estou perdida de amores por ti e tu estás fechado no meu coração, onde às vezes me arrancas um pedaço e me magoas ou onde grande parte do tempo me acaricias e me devolves o sorriso.
Hoje encho-me no vazio e encho-me de esperança. Guardo o teu retrato e as tuas palavras numa caixinha do meu coração e torno-me apaixonada, mais do que era nas últimas histórias de amor.
Hoje que posso ser quem eu quiser e de quem quiser, escolhi ser tua para me perder mais uma vez. Hoje escolhi amar-te e ficar contigo até àquele dia que não existe.
Quero que venhas para ficar e que não peças autorização, quero que me faças viver, que me faças sonhar e mais importante, que me faças voltar a voar.

Hoje posso ser quem quiser… Só não me posso perder mais.
Hoje sou eu completa. Em ti. Em mim. Como nunca.

3.23.2011

Alguém diferente de mim, parecido comigo


Desinteressaste-te pelo teu coração e por todos os sentimentos que a ti te pertenciam. Resguardaste as tuas emoções, escondes e controlas todos esses pulos do teu coração. Chamas a razão como tua melhor amiga e deixas-te ir com a certeza de deixares o amor para trás. Largaste-me a mim e a nós. Largaste o nosso passado e o nosso futuro. Deixaste tudo.
Sei bem o quanto dói a distância e sei que tu também sabes, eu sei que tu sentes o mesmo que eu. Eu sei que já nada te consola como eu poderia vir um dia a consolar-te. Eu sei que pensas em mim e que se calhar às vezes até deixas escapar essas lágrimas de menino que não chora por uma mulher. Eu sei que… eu sei que tu és diferente. Eu sei quem tu és e o que realmente queres. Eu conheço-te, melhor do que pensava. Conheço, finalmente, o teu interior. Conheço-te a ti por completo.
Mas guardaste tudo para ti e fixaste-me num lugar que tão cedo não queria ocupar, que no fundo me orgulho, mas não queria que fosse meu. Ou queria? Talvez quisesse, mas… só o privilégio de ter chegado àquilo que tu és, faz com que eu fique distante daquilo que tu queres ser.
E eu sei, tu já me disseste, que dentro de ti não existem caminhos, nem lugares. Não existem espaços aconchegados, nem nada confortável onde possas descansar. E que é mesmo dentro de ti que nos encontramos distantes, com caminhos e direcções diversas, nas quais nunca nos cruzamos e queres que te diga o porquê? Porque existe uma certa distância entre o meu lugar e o teu caminho. Existe uma certa distância entre nós. Entre mim e entre ti. Tu compreendes-me, ou pelo menos tentas compreender-me.
E um dia os espaços vazios que ficam entre os nossos corpos, enquanto sonhamos com coisas que já não partilhamos, vão ser sinais que nós vamos entender. Vão ser sinais que nos vão fazer avançar.
Espera por mim!
Até lá, meu amor


3.17.2011

There are days


Existem dias que não aguento guardar tudo para mim e esconder a verdadeira realidade em que vivo, dos outros. 
Há quantos anos ando eu por estas marés? Há quantos anos eu sorrio para esconder muita da dor gerada dentro de mim? Há quantos anos tenho eu esta vida monótona? Esta rotina aborrecida? E há quanto tempo passo eu todos os dias nesta rua, com o mesmo andar, pelo mesmo lado da estrada, a sorrir aos conhecidos? São dias vividos sempre com os mesmos gestos, sempre com os mesmo saberes e afazeres.
Há dias que não consigo não te abraçar, não te olhar ou até mesmo não te beijar. Há dias que não te encontro, há dias que te perco,…
Existem dias assim, em que me acontece isto e aquilo, em que me apetece uma e outra coisa, que me apetece fazer tudo e não ter força para nada. Há dias em que não consigo nem me apetece viver. Afinal, há dias assim.

3.13.2011

Com amor e muita mais saudade


Saudade? Bonita palavra para descrever a mistura dos sentimentos de perda, distância e amor.

Mas tu deves estar bem, espero eu. Enquanto eu, aqui onde vivo, estou a sentir uma imensa saudade; onde a lembrança da tua presença é o que mais me perturba.

E a tua vida longe de mim? É aquela vida que eu imagino, onde também tens saudades minhas? Ou ao contrário de mim, deixaste-me definitivamente para trás e partiste para a conquista de novos corações? Diz-me, diz-me qual foi o verdadeiro rumo que tu deste a essa vida, porque longe de ti eu não consigo estar e das duas uma, ou eu volto ou tu vens para cá.

Não queiras saber a tristeza que eu sinto, até porque é muito difícil suportar a razão que nos separa.

Amo-te!
Um beijo, “Jennifer”





3.12.2011

Amar de novo sem esquecer quem partiu - Parte III


Sinto-me completamente atordoada e sem qualquer sentimento possível. Considerei ir para casa pelo caminho mais longo com aquela brisa a bater-me na cara para organizar a minha mente, ou talvez organizar o meu coração. Perceber o que ele realmente sentia, por cada um deles, pelo Joe e pelo meu marido. Mas para quê me estar a martirizar tanto? Porquê? Não posso deixar que isto me afecte a felicidade. Afinal, agora somos amigos, embora isso a mim não me traga grandes regalias é sempre mais uma amizade e mais um amigo.

Recordações de momentos passados com o Joe invadiam-me a cabeça. Recusei-me a magicar no passado. É passado, o Joe é um caso do meu passado. Mas se as portas do meu coração se abrissem eu iria reflectir sobre tudo aquilo que foi dito, sem esquecer o não-dito. E mais forte que eu, são aquelas questões absurdas que me surgem: O que é que ele quis dizer com aquilo? Porque é que não me disse tudo de uma vez? E se ainda sente alguma coisa por mim?! Se calhar casou, será? Porque é que será que não mo disse?
No dobrar da esquina repito 3 vezes, para mim, que já nada disso importa. Que há muito que deixou de importar.

Mas a minha mente insiste e desvia-se para uma questão para a qual nunca tinha procurado resposta: Como seria a nossa relação, agora que somos dois adultos? Agrada-me pensar que seriamos um casal banal, discreto mas feliz. Um casal com sonhos, com muitos sonhos. A ideia de partilhamos a mesma cama, de abrir-mos a mesma porta,… Seria tudo tão bom, tudo tão nosso.

Ainda penso na cena da cafetaria, de como ele foi perspicaz e veio no momento ter comigo, do modo carinhoso que ele colocou a sua mão sobre a minha. O modo em que deixou.

Lembro-me sempre de tudo que tenha a ver com ele, até do dia 14 de Julho de 1992. O dia em que trocamos o primeiro olhar, o primeiro sorriso… Estávamos em trabalho, ambos éramos jornalistas e, ironia do destino ou não, ambos ficamos no mesmo hotel nessa noite.

E foi nessa mesma noite que o meu telefone tocou, fiquei surpreendida, ficando na expectativa de quem poderia ser e desejando secretamente que fosse ele mesmo.

- Estou? – Proferi eu.
- Olá Alyssa!
- Joe?
- Sim, eu mesmo. Acordei-te?
- Não, não. Claro que não. Estou a reunir umas informações para o novo artigo e estou cansadíssima.
- Desculpa-me o facto de não ter sido muito falador esta tarde.
- Sem qualquer problema, Senhor Distante. – Disse eu, para cortar aquele meu ar de nervoso miudinho.
- Eu não sou distante! – Responde-me ele com toda a convicção que arranjou no momento.
- Ah pois claro que não, só não tiras os phones para não falares com ninguém. – Disse eu com uma risada.
- Estou a falar agora.
- E já não era sem tempo, Senhor Joe.
O silêncio instalou-se entre nós, até que eu estava prestes a despedir-me e ele me fala novamente:
- Sim, é verdade… E seria ainda pior se eu te fizesse agora uma visita, não é verdade?
- Que queres dizer com isso? – Tendo entendido perfeitamente onde queria chegar.
- Posso ir ter contigo?
- E se alguém te vê a entrar para aqui?
- Não há ninguém nos corredores, eu já verifiquei. Não te preocupes. – Descansou-me ele.
- A sério? – Respondi eu sem saber muito bem o que lhe dizer.
- A sério. E então?
- Então? – Repeti.
- Posso ir ter contigo? Vá lá, só quero falar cara a cara. Sozinhos…

Sabia perfeitamente que não era apenas uma troca de palavras que ele desejava e achei mesmo que me estava a meter num enorme sarilho se fossemos apanhados juntos. Estava pronta para dizer não ou protestar caso não gostasse de alguma coisa. Mas em vez disso, sussurrei para o telefone um desejoso sim.
Percebi, então, que seria a primeira vez de muitas que eu não conseguiria dizer-lhe que não.

3.11.2011

p.s: I Love You


Tenho sempre tanto para te dizer, sempre tanto para te confessar.
Por onde queres que eu comece? Queres que te diga que te amo ou preferes que desenhe nas palavras o sorriso que me ofereces todos os dias? Ou queres mesmo que te diga que, embora não tenha passado assim tanto tempo contigo, foi o tempo suficiente para me convencer de que o meu lugar, o nosso lugar, é um ao lado do outro? Diz-me, diz-me por onde queres que eu comece que eu começo, meu amor.
Eu apaixonei-me por ti e por esse teu carácter guerreiro. Apaixonei-me pela forma de como tudo aconteceu, de como tudo foi gradual e estável, de como tudo… De como tudo me mostrou o que é, realmente, o verdadeiro amor.
E estulto ou não sempre que à noite fecho os olhos e me abraço à almofada imagino-te ali a olhar para mim com o melhor dos teus sorrisos; quando caminho sinto a tua presença, mesmo que estejas do outro lado do mundo e isto é tudo real para mim.
Conquistaste um lugar especial no meu coração, um lugar que conservarei sempre comigo e que será sempre teu, só teu porque não quero que seja ocupado por mais ninguém. És o meu herói, o meu guerreiro, o verdadeiro homem da minha vida, mas para além disso, és o único homem a quem sempre amei verdadeiramente. E quero que saibas que independentemente daquilo que o futuro nos reserve, sê-lo-ás para sempre, esteja onde estiver, longe ou perto de ti, aqui ou do outro lado do mundo.


Com amor,
Da tua Metade



(Fiz uma pausa no desenrolar da história de “Amar de novo sem esquecer quem partiu”; prometo trazer-vos a continuação no próximo post. Obrigado meus queridos :’) )

Bailarina



Nunca digas "amo-te" se não te interessa.
Nunca fales sobre sentimentos se estes não existem.
Nunca toques numa vida se pretendes partir um coração. 
Nunca olhes nos olhos de alguém se não queres vê-los chorar por tua causa. 
A coisa mais cruel que alguém pode fazer é permitir que alguém se apaixone por ti quando tu não pretendes fazer o mesmo.

3.09.2011

Amar de novo sem esquecer quem partiu - Parte II



O telemóvel tocou duas vezes até que atendi e ouvi uma voz masculina:
- Onde estás? – Era o Joe, ainda tinha o meu número, por muito estranho que aquilo me parecesse.
Respirei fundo enquanto pensava numa resposta. Achei mesmo que podia vir a tratar-se de uma pergunta com carisma filosófico “Onde estás, a esta altura da tua vida sem mim?”. Pensei em pronunciar-lhe umas quantas palavras: “Estou com uma óptima carreira a nível profissional, encontrei o meu verdadeiro amor. Encontro-me numa das melhores fases da minha vida.” Julgava que era o momento certo para lhe mostrar que tinha sobrevivido e que estava realmente feliz sem ele.
Apercebi-me que afinal não seria bem esse tipo de resposta que ele esperava, mas talvez uma como “Estou naquela cafetaria onde nos constumávamos encontrar.” A pergunta enervou-me, como quando nos perguntam quanto pesamos, ou quanto nos custou aquela camisola. Mas para não parecer mal-educada ou defensiva, acabo por deixar escapar a verdade. No fundo até é melhor ser directa.
- Claro! – Responde-me ele, com uma voz de “estás aí para recordar os nossos tempos passados”. Por fim – E estás sozinha? Posso ir ter contigo?
- Sim. – Disse-lhe eu, sem saber muito bem nas que me estava a meter.
- Ok, vou já aí ter. Não saias daí – E desliga a chamada. No fundo calculava que essa seria a resposta dele. Entrei em pânico. Só queria levantar-me e fugir dali. Não queria voltar a vê-lo depois de todo aquele nosso passado. Mas também não queria ser cobarde, afinal sou uma mulher forte e “muito bem” casada. Afinal os ex-namorados também ficam amigos, também tomam cafés e têm conversas agradáveis. Verdade?
Foi o meu último pensamento, antes de voltar a ver o rosto moreno e risonho dele. Foi nesse preciso momento que o meu coração voltar a descontrolar-se e a saltar compulsivamente. As minhas pernas desatam a tremer. Estava nervosa, muito nervosa. Mas mesmo assim grito para mim “Calma Alyssa, é só um encontro com o teu ex-namorado. Uma coisa de escassos minutos, passa num instante”. Sinto que o meu corpo está apenas a trair a minha cabeça e o meu coração.
Os seus olhos encontram os meus e dirige-me um breve sorriso. Baixa a cabeça e segundos depois está ao pé de mim. Está exactamente na mesma, apenas ligeiramente mais velho. Beija-me a cara e senta-se ao meu lado.
- Continuas linda Alyssa. – Diz-me fixando nos meus olhos.
Corei e agradeci-lhe, apenas, sem conseguir dizer-lhe mais qualquer coisa. Sinto a mão dele a pousar sobre a minha e retorquiu:
- Alyssa…
Recuperei o fôlego:
- Sim Joe…
- Tive saudades tuas. – disse ele.
Olhei para ele, admirada e perguntando-me se ele estaria mesmo a dizer a verdade. Mas a verdade é que o Joe sempre foi um homem sincero e nada apologista de mentiras.
- Desculpa-me Alyssa. – Continua ele, com um olhar esbugalhado.
- Desculpo-te o quê? – Perguntei, sem saber muito bem ao que se referia concretamente.
- Tudo. – Diz-me ele. – Tudo.
- É passado Joe, deixa para lá. Está tudo bem entre nós.
- E então, Alyssa, considerando que está tudo óptimo entre nós, que me dizes de voltarmos a dar uma oportunidade a nós, a uma possível amizade? Achas que conseguimos?
Pensei no quanto me poderia vir a magoar aquela nova amizade. Encolhi os ombros, com uma certa indiferença:
- Porque não?
Finalmente retirei a minha mão debaixo da mão dele mais tarde do que devia.

Amar de novo sem esquecer quem partiu - Parte I


A primeira vez que vi “aquele” filme tinha uns quinze anos, nunca tinha sido beijada e como a minha irmã Amanda dizia, também não tinha pressa nenhuma. Já a tinha visto de mãos dadas e toda apaixonada por uma série de tipos e de todas as vezes acabava a chorar, com o coração partido com uma enorme frequência e esse cenário não me era de todo particularmente interessante.

Lembro-me de estar sentada, variadíssimas vezes, naquela sala de cinema perguntando-me incalculáveis vezes onde estaria o meu futuro amor, onde estaria naquele momento o meu verdadeiro amor, como é que ele seria e como seria a sua voz. Seria moreno, alto e musculado? Ou será que era loiro, de olhos claros?

O que ainda me faltava aprender era saber não acreditar em tudo. Não acreditar no amor à primeira vista, não acreditar na perfeição do ser humano e muito mais importante não acreditar que o primeiro amor é aquele que nos conduz até ao fim da vida e aquele que nós chamamos de “Para sempre”. Acreditar apenas que o primeiro amor é sempre o primeiro amor e que, isso sim, ficará sempre gravado no nosso consciente e caminhará connosco, ao nosso lado, para onde quer que vamos. Afinal, ele ira sempre guardado em nós onde quer que nos encontremos.

O meu pai era um simples vendedor; uma pessoa simples e humilde. A minha mãe falecera quando eu tinha os meus 4 anos. Já era crescidinha, mas mesmo assim pouco ou nada me recordo dela. Quanto à Amanda, sempre teve o seu papel de irmã mais velha. Sempre foi a minha protectora e a minha segunda mãe. Sempre me ajudou nos meus desamores de adolescente e me aconselhou no decorrer da vida. Mas passados muitos anos, muita coisa aconteceu. E uma delas foi o Joe. Um rapaz alto, moreno, olhos cor de azeitona, com um certo porte atlético, jogador de ténis. Aquele que eu viria a amar antes de amar o meu marido. Aquele que eu sempre odiei, sem nunca o deixar de amar, muito tempo depois de termos terminado a relação. Aquele que eu voltei a encontrar, muito tempo depois, no centro comercial do Arizona. Aquele que me fez voltar a respirar fundo e me voltou a provocar uma certa aceleração e descontrolo no meu batimento cardíaco.


P.S: Continuarei a história, apenas, se os meus leitores quiserem. Agradeço opinião meus amores :')

3.08.2011

Onde o amor é mais forte

foto



Nunca esquecemos alguém que amamos, nunca deixamos de amar aqueles que nos amaram, nunca perdemos a sabedoria que nos legaram, nunca deixamos de ter saudades daqueles que mudaram a nossa vida. E é por isso que dentro do meu coração hospedeiro, que sabe receber e fazer sentir os outros corações como se estivessem em casa, que dá amor sem pensar e trata cada passageiro como se fosse o último, procuro ainda o meu coração gémeo, na esperança secreta e nunca perdida de um dia deixar de viajar e sossegar para a vida. Não sei onde está, se o que nos separa são rios e estradas ou apenas a distância de um braço, mas se fosse amiga do Aladino, pedia-lhe a lamparina emprestada e trocava com o génio dois sonhos por um, porque tudo o que um coração quer e sonha é encontrar o seu par, que não precisa de ser do mesmo tamanho nem da mesma cor, mas que bate ao mesmo tempo e pela mesma causa.

3.06.2011

Até à última lágrima



As palavras guardam o que julgamos ter perdido para sempre, é por isso e para isso que escrevemos, para resgatar o impossível, porque o amor, por mais puro e forte que seja, não resiste à solidão e ao abandono, muito menos a outro amor que nos fecha o mundo nas mãos.  


Eu gosto de ti e por mais que erres serás sempre o Diogo que eu conheci e pelo qual me apaixonei.

3.04.2011

Mãos vazias, leves e banais


Quantas vezes me desfiz em palavras para que o coração a quem entrego todo o meu amor, entendesse que se trata tudo de sentimento? Não de posse ou pertença, mas sentimento nu, puro, despido de jogos. Mas… O meu medo não revela somente falta insegurança, afinal, quem ama tem medo de perder. Gritarei aos quatro ventos o quanto te amo e envolver-me-ei em todo este sentimento, leve e espontâneo.

Serei eu louca por ter medo, ou serei a mais consciente das apaixonadas?

Escolhi o teu amor


Preciso de tirar pessoas da minha vida. Preciso de eliminar protagonistas e apagar histórias nas quais todos eles exerçam um intenso relevo. Preciso de arranjar tempo para mim e para os meus. Preciso de nunca mais sentir o perfume, de todos eles, nas minhas roupas e no meu corpo. Não quero nunca mais senti-los por perto, nem tão pouco ao meu lado. Não quero mesmo!
Agradeço-lhes, simplesmente, por tudo aquilo que me fizeram passar, mal ou bem, foi uma nova forma de viver e aprender com isso.
Mas agora, hoje… sinto-me realmente feliz, sinto-me realmente amada. Sei o que amo e o que realmente quero de mim e do outro.
Hoje tenho traços definidos e uma vida repleta das minhas coisas e das coisas dele. Sei que o amo e isso torna-me uma pessoa diferente. Sei muito dele e ele sabe muito de mim. Mas acima de tudo, ambos sabemos que é muito mais aquilo que nos une que aquilo que nos separa.
Hoje sei que o quero, hoje sei que o amo!



3.03.2011

John Lennon





Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.

3.02.2011

« Amo-te melhor amiga! »

« A única coisa que me falta neste momento és tu; tu que tens os olhos mais bonitos que eu já vi, tu que tens o sorriso do qual eu mais gosto, tu que tens o cabelo que eu amo, tu que tens a mesmo altura que eu, tu. Às vezes dizem que somos parecidas, mas é em tudo isto que nos diferenciamos. Admito que tenho saudades tuas, admito que posso até ter errado, mas tenho os braços abertos para, mais uma vez, esquecer tudo e abraçar-te. Não sei mais o que fazer, não sei mais o que dizer, não sei mais como hei-de fazer para que voltes para junto de mim. Esperar? Relembrar? Partir? Aquilo que podia fazer já fiz. Resta-me esperar por alguma coisa vinda de ti. Sinto falta das nossas conversas, dos nossos desabafos, das nossas gargalhadas em simultâneo, dos nossos momentos e brincadeiras, e tenho pena que tudo tenha mudado, que isso já não seja assim. Amo-te melhor amiga! »

Amanhã logo que possas, vem até mim! Senta-te ao meu lado e pede-me a mão. Faz com que existamos só nós e sorri para mim ou chora se preferires, mas liberta-te enquanto te olho olhos nos olhos. Abraça-me assim que sentires saudades e limpa-me as lágrimas porque sei que vou chorar. Torna a entrelaçar os teus dedos nos meus e diz-me no ouvido que ainda sou tudo aquilo que era e que sempre fui. Amo-te S *

2.28.2011

Mas afinal alguém me sabe responder?


Choro lágrimas repentinas e vejo que a minha vida está sem sentido algum. Já sinto falta da verdadeira vida, do verdadeiro viver e de todas as cores e sorrisos do mundo.
 Alguém me pode dizer o que se passou? Ou melhor, alguém me pode dizer onde é que eu estou?
Sinto-me desanimada e o sol já só brilha onde quer, não me procura e deixa-me ao escuro todas as horas que chamo por ele ou todas as horas que o procuro.
Mas e se alguém se debruçasse sobre a minha vida, será que me poderia ver-me aqui em baixo? Será que poderia vir a notar o quanto estou cansada de viver no escuro e o quanto quero voltar para o mundo de onde vim? Será que compreendia que o sentimento que foi não voltou? Será que sim? Será que não?
O sol às vezes brilha e mostra-me com sombras o caminho que tenho para seguir, o longo caminho que tenho de percorrer para voltar para os abraços de todos aqueles que se preocupam comigo e que gostam realmente de mim. Mas afinal, eu ainda continuo longe do sol? É isso?
E quero apenas que a minha vida volte a ter sentido e não quero corrigir nem repetir os erros que cometi. Não quero!
Alguém me ouve? Alguém me sabe dizer o que é que eu faço aqui?

2.27.2011

Pensamentos opostos


Quando um homem ama uma mulher, esse amor cega-o. Só pensa no momento presente, aqui e agora. Quando uma mulher se apaixona por um homem, pensa sempre no futuro, agora e sempre.

(Sim, sou eu na fotografia *)

É nas dificuldades que encontramos as oportunidades

Continuas a saber todos os meus gostos e sei que se te perguntar qual é o meu maior sonho tu sabes responder-me. Se eu te disser que fico apavorada só e pensar no pior e no que pode ainda vir a acontecer a mim, a ti e nós… Se eu te disser que já nem sei como é viver sem ti e que não entendo como consegui (sobre)viver tanto tempo sem te ter comigo, eu sei que não acreditas. Ou acreditas?
Quando era mais pequena e o vento soprava loucamente à noite tinha dificuldade em dormir. O meu pai vinha para o pé de mim e dizia-me que a casa não era feita de palha nem de madeira, que era de tijolos, e como os três porquinhos sabiam, nada podia derrubá-la. Eis o que os três porquinhos não sabiam: o lobo mau era apenas o início dos seus problemas. A maior ameaça, na realidade, estava dentro de casa, com eles, e não se via.
Hoje, tenho dificuldade em dormir, não pelo vento mas pelo coração angustiado que sinto por vezes. Pelo arrependimento que tenho grande parte das vezes e pela vergonha que sinto de não fazer sempre tudo correcto como tu. Passo noites em claro para arranjar uma solução e razões para te merecer. Procuro de tudo em todo o lado para que te possa manter sempre por aqui, perto de mim. Nem sempre encontro, mas vou lutando e vou te mantendo.
Outras vezes acordo com palavras a pesarem-me na língua como pedras, sobras de um pesadelo recorrente em que tu e eu nos encontrávamos frente a frente. Tinha mil coisas para te dizer, e não era capaz de dizer nenhuma. Ao olhar para ele, via que também não conseguia falar, reparava que tinha a boca cosida e que no olhar “passava em rodapé”: « Quero tanto beijar-te. ». Quem sabe eu veja e sinta as coisas de forma diferente.
O que ainda me falta aprender é que as coisas raramente são tão limpas e arrumadas como aqueles «relatos de sofá» que eu ouvira no filme. O que fui aprendendo ao longo do tempo foi que, na esmagadora maioria das vezes, as histórias que ouvimos da boca dos velhotes felizes têm sempre o seu quê de exagero poético, de perfeito eufemismo para dar à coisa um brilho extra.
Existem pessoas, lugares e acontecimentos que nos conduziram a esta relação, e pessoas, lugares e acontecimentos que preferimos esquecer ou pelo menos ignorar para sermos realmente feliz.
A verdade é que cada casal tem duas histórias: a versão editada para ser partilhada no sofá e a versão integral que é melhor deixar sossegadinha. Nós não somos diferentes e também temos as duas, embora ambas tenham começado da mesma maneira.
Mas só para que saibas podem existir mil e uma maneiras porque eu vou amar-te de igual forma e isto não vai mudar, não é porque não seja possível, é porque eu não quero!

2.26.2011

Adeus ou até um dia ?

Se calhar preciso de um grande abraço ou talvez de um grande abanão. Se calhar preciso de um sorriso novo, de uma rotina nova, … O ideal seria inverter o sentido e mudar de vida, mudar de ares e de sentimentos. Se calhar devia perder todas as nossas memórias ou enterra-las num canto qualquer para que ninguém mais as visse. Ou se calhar…
Quando der por mim, estou a pisar novamente o outro lado e a chorar todas as noites por não te ter comigo. Quando der por ela vou andar a correr atrás de ti, para recuperar e ganhar o jogo perdido.
Nunca nada pode ser como eu quero, tem que ser sempre como o tempo quer. Afinal, sempre soube que é ele quem me domina e quem não me dá resposta ao dia de amanhã. Não me diz se o infinito existe, ou melhor, se a eternidade existe realmente. Não me dá resposta a nada. Alimenta-me, apenas, a esperança de um dia, ele próprio, se cansar de tanto avançar e retroceder para nos dar a oportunidade de corrigirmos os erros cometidos. E aí quem sabe, se não te recupero. Pode ser que te volte a ter, que volte a ter o teu abraço e o teu beijo. Pode ser que te volte a ter por completo, só para mim.
Só queria ter de novo o mesmo valor, o mesmo sorriso e não ter de calar as palavras que o meu coração quer gritar. Só queria não ter de me disfarçar e fazer de conta que sou aquilo que nunca consegui ser – forte!
Tento desesperadamente afastar as nossas recordações da minha cabeça. Mas sei que vou continuar a chorar por ti, que vou continuar a amar-te, que vou continuar a achar que serás sempre o melhor e que vou continuar a acreditar que um dia vais voltar. Eu sei tudo, mas não sei esquecer-te, não consigo. Talvez por ainda não ter encontrado a fórmula matemática ou platónica para que o resultado fosse somente: « Finalmente, esqueci-te ».
Já é noite cerrada, vou desfazer a minha trança e, em frente ao espelho, vou ver deslizar a minha última lágrima para que possa adormecer e sonhar com o « Tudo corre bem e toda a gente é feliz ». Hoje adormeço aqui, amanhã não sei. Nem sequer sei se vai ser desta vez que vou entrar no sono eterno e profundo. Caso aconteça levo comigo o tal dia:
« Dirigiu-me um breve e rápido sorriso e depois baixou a cabeça e avançou na minha direcção. Segundos depois estava de pé, junto à minha mesa despindo o velho blusão de cabedal preto de que eu tão bem me lembro. Senti o estômago a revolver-se, a andar às voltas, para cima e para baixo. Tive pavor que ele se baixasse para me beijar a cara. Mas na verdade, foi nessa noite que me entreguei a ele completamente, sabendo que seria dele enquanto ele me quisesse. Acontece que durou bem menos do que isso. »
P.S: Esteja onde estiver, se quiseres, procura-me. Eu amo-te e isto não vai mudar enquanto não me disseres nos olhos que já não sou nada para ti.
Amo-te meu amor

2.24.2011

(in)Explicável


Falamos muito porque o que temos para dizer um ao outro e um sobre o outro não pode ser entendido por mais ninguém. E sabes uma coisa? Que todos aqueles gestos escritos na areia se repitam, que todas as carícias sejam novamente retribuídas. Amo-te a ti e amei todo aquele tempo passado naquele sítio. Meu Diogo, meu amor!



Um dia quase te esqueci no meu coração

Impossível. (…) se bem que eu o digo a toda a gente, para disfarçar, que já não me fazes falta, que finalmente aprendi a viver sem ti e que já não existe lágrima que me escorra pelo rosto quando penso nos nossos momentos… é mentira! Mas cada uma vive como quer e eu quero ficar no engano.
Irás sempre fazer-me falta, nunca irei aprender a viver sem ti e vou pensar sempre em ti, em nós… vai desencadear-se uma lágrima que percorrerá a minha face com a esperança de um dia secar e nunca mais voltar a brilhar nos tons rosados da minha pele.
Sabes bem que preciso de ti!
(…) só o medo que sinto quando passo pelo tal sítio e imagino que possas lá estar, deixa-me transtornada. Acho que não vou aguentar muito mais. Acho que não vou aguentar tanta pressão, acho que não vou aguentar a minha proximidade (ou a falta dela) em relação a ti.
É mau de dizer e relativamente difícil… mas ainda penso em ti e sei que tu, por detrás de toda a indiferença e dos nomes rancorosos que me chamas com o teu intenso olhar, também sabes disso. Apenas não te queres preocupar com isso, porque afinal de contas, nunca chegamos a ser a base um do outro, a ser uma base única.
No fundo, até é algo que me conforta, mas… mas nada.
Só queria que um dia olhasses para trás e me sorrisses. Até lá vou chorar no escuro e no vácuo, para que ninguém me veja, para que ninguém me ouça!